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Depois de dois meses em funcionamento, o Programa de Reabilitação Cardiovascular da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia da Universidade Federal de Uberlândia (FAEFI-UFU) deixa de ser oferecido exclusivamente a pacientes do Hospital das Clínicas (HC) e passa a atender a demanda da população interessada no treinamento físico monitorado para prevenção de acidentes cardiovasculares. O serviço é gratuito.

Coordenado pelas professoras Naiara Yamada Tamburus e Érica Campos Pulici, o programa de extensão foi criado como forma de contribuir para redução da crescente incidência de doenças cardíacas por volta dos 30 anos e para que, uma vez acometidas, as pessoas possam viver normalmente. O programa visa a prevenção, tanto para quem apresenta fatores de risco, quanto para quem tem histórico de doenças cardiovasculares.

Os usuários do serviço participam de três sessões de treinamento físico semanais, de uma hora cada, com monitoramento dos sinais vitais. “Temos uma estrutura para atender possíveis intercorrências que venham a acontecer durante o exercício. Mas é importante ressaltar que nossos pacientes têm se sentido cada vez mais seguros para desempenhar os papeis do dia-a-dia”, afirmou Érica Campos Pulici.

O vendedor Valter Camargos foi surpreendido quando, em janeiro, acordou com fortes dores no peito. Diagnosticado com infarto durante o eletrocardiograma, ele não teve a veia desobstruída por angioplastia, já que o cateterismo indicou 100% de obstrução. “No começo, tudo que eu ia fazer me cansava muito, andar até a esquina, ir ao supermercado. Depois de um mês na reabilitação, já estou conseguindo correr sem medo, a vida está voltando à normalidade”, disse Valter Camargos.

Alunos colocam em prática o que aprendem na sala

Além da prestação de serviço gratuito à comunidade, o Programa de Reabilitação da FAEFI-UFU oferece um laboratório para graduandos em Fisioterapia, já que o atendimento aos pacientes é feito por seis estudantes do curso, sob supervisão de professoras coordenadoras. No processo, os alunos experimentam o atendimento a pacientes e colocam em prática a teoria desenvolvida em sala de aula.

A graduanda do 8º período de Fisioterapia, Natália Camin Silva, de 21 anos, se envolveu no Programa de Reabilitação Cardiovascular pelo desejo de contribuir para a reabilitação do avô, acometido por um infarto recentemente. “Esta vivência é importante para nos familiarizarmos com a clínica e exercitarmos uma possível atuação profissional, além nos aproximar da comunidade”, disse Natália Silva.

Fonte: Correio de Uberlândia